coivara

12/06/2009

diante da "sonata para piano em 
Dó sustenido menor, Opus 27,
n. 2, ao Luar.                                          Beethovem

o amor é a pedrada da baladeira ,  em bafo preguento na soleira da carne.    dentada no vão da alma puída-penada.  o amor é o perfume, em frangalhos.  roto adentro. feito canoa quebrada, sob o desenho do vento salinizado.  o amor é o reluzente pássaro, sem sossego   é a veste encardida,  de garrancho (quase inútil)     o amor é assunto depenado (de ribanceira-morte)  barro batido antes das doze badaladas do sino da meia-noite   o amor é a prece de cascabulho   peia do coração barrento    o amor é esta cunha de relâmpagos dourados, gosma entre  os dentes, o amor é o coice marrã, da primeira aurora (depois da insônia)  o amor é a própria canga  é a cordilheira dos precipícios  é o tibungo da fome, em cabresto    o amor é este topázio trincado , desde o nascimento


Escrito por mario cezar às 11h57
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
       
   
Histórico

OUTROS SITES
    mst
  cronopios
  zunai
  agencia
  movimento
  jornal
  escrituras


VOTAÇÃO
    Dê uma nota para meu blog