diante da "sonata para piano em Dó sustenido menor, Opus 27, n. 2, ao Luar. Beethovem
o amor é a pedrada da baladeira , em bafo preguento na soleira da carne. dentada no vão da alma puída-penada. o amor é o perfume, em frangalhos. roto adentro. feito canoa quebrada, sob o desenho do vento salinizado. o amor é o reluzente pássaro, sem sossego é a veste encardida, de garrancho (quase inútil) o amor é assunto depenado (de ribanceira-morte) barro batido antes das doze badaladas do sino da meia-noite o amor é a prece de cascabulho peia do coração barrento o amor é esta cunha de relâmpagos dourados, gosma entre os dentes, o amor é o coice marrã, da primeira aurora (depois da insônia) o amor é a própria canga é a cordilheira dos precipícios é o tibungo da fome, em cabresto o amor é este topázio trincado , desde o nascimento
Escrito por mario cezar às 11h57
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