coivara

03/07/2009

michael jackson

cancão de  fogo enfezado ou farfalhar de borboletas? ronco da chibanca ou nascente de nuvens? ribanceira de rios ou lumiar de peitos  morenos (soluçando entre lábios)? estilhaço de vidro ou sonata da lua minguante? água de alfazema espraiada ou nosso rastro de morte; nossa alma malsã; nossa entranha de fel fedegoso; vermelho de pereba; nossa vasta coceira, implicante; nosso nó cego; cárie  no pé do osso. michael jakson é o que somos. tarisca de lenha podre; o cuspe tinhoso; nossa solidão de barro, desfeito; grude sebento; nossa vida ofuscada, ainda no bucho; michael jackson é nosso festim, de diabos ilusórios.


Escrito por mario cezar às 16h25
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