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| 03/07/2009 |
michael jackson
cancão de fogo enfezado ou farfalhar de borboletas? sabugo de milho sob o ronco do pilão ou nascente de nuvens? tora de pedra andantes ou lumiar de lábios morenos? carnificina de chibanca ou entardecer de areia? caco de vidro fumegando sangue ou sonata de lua minguante? água de alfazema espraiada ou nosso rastro de morte nossa alma malsã nossos lábios de fel fedegoso vermelho de pereba. vasta coceira implicante nosso nó cego cárie no pé do osso tarisca de lenha podre o cuspe tinhoso nossa solidão de barro, desfeito nosso grude sebento nossa faca voraz. nossa vida ofuscada, ainda no bucho michael jackson é nosso festim, de diabos ilusórios
Escrito por mario cezar às 16h25
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| 29/06/2009 |
a verdade é o olho âmbar que te abriga
Escrito por mario cezar às 20h38
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| 26/06/2009 |
por que é que essa tarde desmancha e desmaia e sufoca o que o dia erigiu por um triz? por que é que a manhã com esse estrépito todo dissipa o que a noite a tal custo ajuntou?
paulo henrique britto
Escrito por mario cezar às 09h50
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| 24/06/2009 |
modOS dE FOGueiRa
para luiz gonzaga, marinês e sua gente, dominguinhos, flávio josé, jackson pandeiro, trio virgulino, três do nordeste.em algum tronco de serra, recanto de oitão. em algum lajedo ou beira de terreiro(reino da juriti). em alguma roça, onde teima o marmeleiro. em algum canto do sertão (sem fim) hoje é noite de são joão e a fogueira, em modos de alarido, de lenha crepitosa. em alguma grota, pé de açude rachado, a sanfona será dedilhada-alada em arrasta-pé. em murmúrios de cangote , em chamegos aprumados(sob a bença do santo)e amanhã, a cumbuca alumiada receberá o sacramento da cinza dormida.
Escrito por mario cezar às 18h21
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| 19/06/2009 |
RAimundo FAGner, 1976
este disco é a sutura da alma,acuada; é a gemedeira tisnada de sol; é a geometria do terreiro; é o coração descarnado; é a cumbuca despedaçada; é o desgosto inalcançável. este disco é a matinada do amor, distante. este disco é a melodia do caçuá; é o arrocho da morena, sob os lençois bordados; fonemas do açude barrento; este disco é leite de aveloz este disco é o açude, empanzinado
sinal fechado paulinho da viola tanta coisa que eu tinha a dizer mas eu sumi na poeira da vida
conflito petrúcio maia e climério e o corpo todo sai tremendo massacrado e ferido aflito asa partida fagner -abel silva em cada canto da casa asa partida e dor gemido morto amor
natureza noturna fagner-capinan ninguém sabe a natureza de meus infernos diários sangue e pudins fagner-abel silva mas sou bem secreto é que eu mesmo não acho a metade de mim
Escrito por mario cezar às 16h07
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| 12/06/2009 |
diante da "sonata para piano em Dó sustenido menor, Opus 27, n. 2, ao Luar. Beethovem
o amor é a pedrada da baladeira , em bafo preguento na soleira da carne. dentada no vão da alma puída-penada. o amor é o perfume, em frangalhos. roto adentro. feito canoa quebrada, sob o desenho do vento salinizado. o amor é o reluzente pássaro, sem sossego é a veste encardida, de garrancho (quase inútil) o amor é assunto depenado (de ribanceira-morte) barro batido antes das doze badaladas do sino da meia-noite o amor é a prece de cascabulho peia do coração barrento o amor é esta cunha de relâmpagos dourados, gosma entre os dentes, o amor é o coice marrã, da primeira aurora (depois da insônia) o amor é a própria canga é a cordilheira dos precipícios é o tibungo da fome, em cabresto o amor é este topázio trincado , desde o nascimento
Escrito por mario cezar às 11h57
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| 01/06/2009 |
ana peluso,
o perfume posto em teu corpo (noite de relâmpagos) acende o propósito do mel
Escrito por mario cezar às 18h50
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| 27/05/2009 |
cAnGa
na solidão, o chão é mínimo.
e o medo? morador impecável. a carne é testemunha.
Escrito por mario cezar às 18h01
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| 22/05/2009 |
o poeta morreu. de desgosto? de quebranto? agora é cânone da terra.
Escrito por mario cezar às 14h20
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| 19/05/2009 |
ela
estava nua, parada, quieta lá.o olho recluso. nos seios, em brasas, a longa espera
ana peluso mario cezar
Escrito por mario cezar às 09h52
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| 14/05/2009 |
a palavra range. estala no tronco da aroeira; a palavra esvoaça.crepúsculo, entre frestas. então pergunto por ti, tutti, mulher de prece violar-violeta. comunhão em lastro de jasmins. tua infância de caracois. saber ana peluso, de morna palavra andarilha, sobre o alpendre, destelhado, tem o arredio, no fundo da carne. aqui, digo com os ossos acanhados, idelber avelar é gume de pedra, rasante.para além das catrevagens , que nos funda-afunda . é próprio de moacy cirne , categoria de açudes. sabe das ribanceiras do seridó, dos aceiros onde grota a beleza. homem-antena. guarida palavras ancestrais; márcia maia espreita o mormaço, onde a rama da romã desdiz a pior mentira; silene de acalantos. atalho onde o trigo crepita. frescor de girmuns. colombina incendiária, feito sinfônica da aurora boreal;quanto a tocaia da paraíba zabumba de reboco. repente eletrônico entre os lajedos da paraíba. elinaldo homem-clarão com modos de jiqui. sabe o prumo do pife lau siqueira teu coração é cacimba de cristais. tua palavra guarnece. tua revolta-sonora é adjutório.sim, cadê pedro osmar(?), mestre de caçuar-estocada. andarilho de cantatas indomáveis. signagem-aura. rebento do jaguaribe carne, (em ti)encontro o teor das colméias. quanto a tessitura de leiluka, disse outrora, que a boca descende do mar. o sarau da cooperifa, esta sonata de vento, coral repartido em becos de piçarra crua. sim, mariza lourenço tua palavra andaluz em gestos de perfume, líquido. ah! carlos emílio teu enredo é parte do relâmpago, facho de pedra-gume. teu canto-certeiro feito baladeira-bote. tua luta, tão rente-repente, para além dos muros . teu canto-dragão. renitência de mandacaru. tua palavra, além-jeriococoara sanfona os dias
Escrito por mario cezar às 12h04
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| 07/05/2009 |
HOmeM
este escombro. esta sonata de mortalha-trapo. pedaço de barro mouco. ermo. a esmo. esta herança decapítada. estrepado (e surdo)dentro do oráculo. é esta estrutura cabresta.candanga. é próprio(do homem) a carnificina; é próprio, a mortandade do beijo; o homem guarnece os ossos de pus. (este segredo de pedra,cascorenta) o homem , esta flor-falência. rubra de medo. agônica. esta resina petrificada. é próprio, o rugir da besta-fera; é próprio, cavalgar entre labirintos de sal gorento. é esta carnadura de entojo. despelado, de tanto pranto. torpor . nasceu rude. destrudo. amojou-se na bacia das almas, penadas . é próprio, a nudez de desatinos; o bote de maldição; exílio de fecundo-fel e não adianta luzir o poema . a carcaça (de sonho alado) migalha.
Escrito por mario cezar às 14h37
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| 04/05/2009 |
PitanGA
teresa salgueiro, (do madredeus) minha crença orvalha
Escrito por mario cezar às 12h49
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| 29/04/2009 |
GASTurA
eis o mar, reduto de rezas, infatigáveis.
a carne é porto , de soluços. eis o amor, relincho de luz, trincada.
Escrito por mario cezar às 11h50
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| 25/04/2009 |
o poema fez-se pássaro, iludido
o poeta capenga. roto de glórias.
Escrito por mario cezar às 19h05
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